Fazendo a Diferença

Os tempos mudaram, os desafios que surgem hoje são diferentes dos enfrentados até então. Pressão por resultados positivos, exigência crescente de alto padrão de qualidade em atendimento, produtos e serviços, agilidade nas tomadas de decisão, expectativa de vida útil das pessoas aumentando, mudanças nas leis de aposentadoria e principalmente a velocidade da obsolescência da tecnologia e do conhecimento em todas as áreas, são alguns dos desafios encontrados nos dias atuais, entre outros...

A maneira mais eficaz de preparar-se para essa nova realidade é administrar as características pessoais, reavaliar conceitos e conscientizar-se de suas necessidades, desenvolvendo virtudes e competências individuais para lidar com o todo...

A empresa que perceber e souber aproveitar-se destas circunstâncias, oferecendo aos seus colaboradores a oportunidade de auto-desenvolvimento, fará a grande diferença no mercado, assim como o profissional empenhado em desenvolver seu potencial pessoal, pois tecnologia e conhecimento estão à disposição de todos. O que realmente faz a diferença é a atitude das pessoas diante das diversas situações do dia-a-dia, a qualificação pessoal.

domingo, 5 de julho de 2009

A PRESSÃO DAS PROVAS SELETIVAS

Ana Beatriz M. Brito

Ao longo de minha vida, tenho percebido situações onde é comum a tensão emocional aparecer e se instalar, uma destas situações são as provas seletivas, sejam elas vestibular, concursos ou entrevistas de seleção de pessoal para trabalho, e essa tensão não tratada, à cada prova fica mais forte, causando sofrimento e dificultando o sucesso das pessoas que a vivenciam.
A tensão que gira em torno das provas seletivas, ocorre devido a uma série de emoções que se misturam e se acumulam e têm as mais diversas causas.
As emoções mais freqüentes são: ansiedade, medo de não passar, culpa por não ter se dedicado por mais tempo aos estudos e muitas vezes uma imensa vontade de fugir, de desistir só para não enfrentar a possibilidade de fracasso.
A origem dessas emoções pode advir de diversos fatores, dentre eles:
1. A escolha da profissão ou faculdade a seguir. Muitos vestibulandos ou concursandos não têm certeza se fizeram a escolha certa, se é isso que querem fazer e, muitas vezes ainda, nem sabem bem o que o profissional da área faz, escolhem porque de alguma forma tiveram informações de que esta profissão dá um bom retorno financeiro.
2. A expectativa familiar também contribui. Muitos pais querem que os filhos sejam exemplos a serem exibidos para o resto da família, amigos e para o mundo. Estes, muitas vezes, não tiveram oportunidade ou se arrependem de não terem aproveitado as oportunidades que tiveram, então tentam se realizar no filho, que fica obrigado a satisfazer os desejos dos pais.
3. A baixa auto-estima. As pessoas que não se amam, por necessidade de se sentirem amadas e respeitadas, tentam satisfazer seu intento, mostrando-se boazinhas, fortes, inteligentes, importantes, e buscam isso tentando corresponder às expectativas dos outros de diversas formas, inclusive na profissão ou cargo buscado.
4. A cobrança familiar. Alguns pais torturam os filhos exigindo a compensação pelos “gastos” que tiveram com escolas, cursinhos, taxas, etc.
5. Autocobrança. Algumas pessoas, por infinitas razões, não se permitem errar, perder e exigem demais de si mesmas e situações de risco as abalam profundamente.
6. O sonho da estabilidade profissional e financeira. Os empregos cada vez mais raros e, principalmente, a instabilidade neles, fazem com que as pessoas se desestabilizem diante da oportunidade de um concurso público ou da escolha da profissão com maior probabilidade de lhe dar esta estabilidade. Este sonho faz com que apostem todas as suas fichas nesta oportunidade como se fosse um jogo de vida ou morte.
7. A concorrência. Com a crescente exigência do mercado de trabalho por maior e melhor qualificação, o número de candidatos por vaga nos vestibulares, para determinados cursos, é muito grande. A busca de um bom e estável emprego também lota os bancos de concursos públicos e as filas para provas de seleção de pessoal, quando há vagas para trabalho.
8. O uso de drogas psicoativas. Na esperança de aliviar a ansiedade e tensão, muitos candidatos fazem uso de drogas psicoativas, o que nem sempre dá certo, pois elas podem aliviar os sintomas existentes e desenvolver outros, tais como letargia (sono profundo), apatia, que torna o usuário mais lento ou euforia, dificultando a concentração e, para algumas pessoas, elas acabam intensificando os sintomas que já existem.
Tudo isso gera uma pressão interna muito grande, causando o stress e fadiga emocional e psicológica, que cria uma confusão mental dificultando o aprendizado e inibindo a memória, causando o famoso branco na hora da prova e um sofrimento quase insuportável que pode se prolongar e vir a trazer sintomas físicos (somatização).
Para facilitar este processo e manter a saúde física e emocional, existem algumas alternativas importantes:
1. Saber o que realmente quer. Buscar informações com profissionais da área de interesse para conhecer melhor as tarefas e atribuições inerentes à profissão, freqüentar feiras de profissões, fazer orientação profissional com um profissional capacitado.
2. Estar focado no que quer. Ter em mente o que quer para si no futuro, o seu sonho.
3. Estudar. Aceitar que para chegar onde quer, precisa dedicar-se, abrir mão de alguma coisa, investir por um tempo para obter a tão sonhada gratificação, para isso é necessário que o objetivo seja realmente interessante e importante.
4. Manter-se sereno. Estar tranqüilo para que sua mente possa ocupar-se somente com a realização da prova a qual irá submeter-se, poder raciocinar, lembrar dos conteúdos estudados e colocar seu conhecimento a seu serviço, na obtenção de um bom resultado.
Sei que às vezes é fácil falar e difícil colocar em prática. A família pode ajudar bastante sem cobranças, apenas apoiando, incentivando e demonstrando confiança.
Mesmo tendo estudado o suficiente e consciente de todas estas dicas, manter a tranqüilidade pode ser bem difícil e deve-se lembrar que esta é a principal competência que alguém precisa ter ou desenvolver para participar de uma prova seletiva, mas nem sempre consegue sozinho. Uma boa terapia individual ou de grupo pode ser a solução.

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