Fazendo a Diferença

Os tempos mudaram, os desafios que surgem hoje são diferentes dos enfrentados até então. Pressão por resultados positivos, exigência crescente de alto padrão de qualidade em atendimento, produtos e serviços, agilidade nas tomadas de decisão, expectativa de vida útil das pessoas aumentando, mudanças nas leis de aposentadoria e principalmente a velocidade da obsolescência da tecnologia e do conhecimento em todas as áreas, são alguns dos desafios encontrados nos dias atuais, entre outros...

A maneira mais eficaz de preparar-se para essa nova realidade é administrar as características pessoais, reavaliar conceitos e conscientizar-se de suas necessidades, desenvolvendo virtudes e competências individuais para lidar com o todo...

A empresa que perceber e souber aproveitar-se destas circunstâncias, oferecendo aos seus colaboradores a oportunidade de auto-desenvolvimento, fará a grande diferença no mercado, assim como o profissional empenhado em desenvolver seu potencial pessoal, pois tecnologia e conhecimento estão à disposição de todos. O que realmente faz a diferença é a atitude das pessoas diante das diversas situações do dia-a-dia, a qualificação pessoal.

domingo, 5 de julho de 2009

ADOLESCÊNCIA: O Despertar da Identidade

Ana Beatriz Medeiros Brito

Adolescência, do latim adolescerê, significa brotar, fazer-se grande. Em geral acredita-se que o fenômeno da adolescência, é um processo de mudança e transformação que marca a passagem da infância para a fase adulta e em inúmeras tribos, podemos identificar ritos de passagem que simbolizam esta operação em caráter definitivo.
Existe, na literatura especializada, uma vasta bibliografia que busca definir a adolescência, contudo nela se encontra muitas controvérsias. Mesmo em termos de idade não existe um consenso, apesar de vários autores concordarem que a fase da adolescência inicia por volta dos 12 anos e termina por volta dos 18 anos.
Existem posições de autores que não privilegiam a idade como um critério exato e rígido que determina o referido período, para eles a adolescência não é uma fase natural do crescimento humano, ela diz respeito à um processo cultural e, assim tratada, pode ser considerada como um fenômeno moderno que surgiu e se desenvolveu nos EUA a partir do início do século XX.
O psicanalista francês Charles Melman (1996) nos lembra que a noção de crise associada a esse período de transição se encontra essencialmente em nossa cultura. Ele afirma que “não há nenhum sinal dela enquanto crise psíquica, nos textos das culturas gregas e latinas, onde seria um simples período de introdução a vida social”. Percebe-se que o processo de transição entre um mundo (infantil) e um outro (adulto) pode ser assinalado como um fenômeno característico das sociedades pós-industriais capitalistas. Nelas não encontramos ritos de passagem responsáveis pela demarcação de uma fase e outra. A ausência de cerimônias reguladoras, verificadas em sociedades menos evoluídas do que a nossa, certamente, favorece a crise psíquica que conhecemos na fase adolescente.
O fato é que todos esses posicionamentos podem ser questionados, mas a preocupação dos pais, educadores, psicólogos e outros que convivem e trabalham com jovens, embora diferente da de hoje, é milenar.
Na verdade a adolescência deve ser pensada em três condições: enquanto desenvolvimento biológico do indivíduo, aspectos psicológico, social e cultural.
Hoje, além das peculiaridades sabidas que sempre existiram nesta fase, percebe-se uma maior ênfase na baixa auto-estima, frágil internalização do referencial de autoridade, valores e limites e a falta de perspectiva frente ao futuro.
Nota-se que cada vez mais cedo, os jovens têm que se deparar e enfrentar o ingresso no mundo adulto, responder por seus atos como cidadão adulto. Assim, também cada vez mais cedo, precisam qualificar-se para o mercado de trabalho que vem se tornando cada vez mais exigente. Também se percebe que o envelhecimento está sendo postergado, existe uma grande valorização da adolescência e da juventude, como os grandes lugares de chegada e de permanência: crianças, especialmente as meninas, são convidadas, cada vez mais cedo a se tornarem adolescentes; jovens de 20 ou 24 anos prolongam sua permanência na vida da família de origem; adultos de todas as faixas de idade são estimulados a permanecerem eternamente jovens.
A mídia parece estar sendo a grande divulgadora desse acontecimento. A seu modo, é claro. E torna-se o poder mais influente no adolescente, nos dias atuais. Especialmente com a televisão, tem-se uma visibilidade do outro e de si mesmo que escapa ao controle dos sujeitos, e isso atinge fortemente o grupo adolescente e jovem, na medida em que é a ele que se destinam inúmeros produtos.
Entrevistando jovens que buscam vagas na empresa onde trabalho, observando jovens que freqüentam meu consultório e os próprios jovens da família, conversando com amigos que lidam com jovens, percebo o quanto falta de orientação e direção para o jovem de hoje, no sentido de crescerem naturalmente, aprendendo como conviver com cada etapa da vida de forma natural e do jeito que cada um percebe e vivencia essa fase.
Isso se mostra pela aparência de que lhes falta referencial: eles são completamente desatentos, desligados; às vezes, parece que não raciocinam; são inconseqüentes, desatenciosos com os mais velhos, uns com os outros e os meninos, até com as namoradas, não existe mais romantismo, gentileza, galanteios, conquista, o que conta é com quantas “ficaram” em uma festa e as meninas, por sua vez, têem dificuldade de dizerem não, não esperam por uma iniciativa ou dica dos meninos, entram na concorrência dos números em detrimento da qualidade, e se tornam imediatistas e vulgares. Extremamente consumistas, querem tudo que vêem na TV ou o que os amigos têm ou querem, sem saber se os pais podem ou não dar; pouquíssima noção de limites, autoridade não existe e se existe eles desconhecem ou são totalmente contra. É clara a inversão de valores, torna-se cada vez mais importante ter do que ser. Então, estão sempre insatisfeitos, angustiados ou de mau humor.
Portanto, a adolescência não é marcada somente por disputas, crises, mal-estares, angústias. Ao se aventurarem a abandonar a atitude infantil para ingressar no mundo adulto, há uma série de acréscimos no rendimento psíquico. As situações de confronto podem enriquecer a experência do adolescente ou podem tornar-se um desastre, depende de como forem vivenciadas. Quando o confronto ocorre de maneira saudável, o adolescente internaliza o valor desta experiência de forma positiva, o qual passará a fazer parte de sua identidade. Se o confronto for traumatizante, perderá seu valor e o processo todo perde sua função, dando lugar à mágoa e ao ressentimento que normalmente se descarregam sob a forma de agressão, raiva, disputa, etc.
As circunstâncias que envolvem conflitos, desentendimentos e brigas são absolutamente naturais nessa fase da vida e não há benefícios fugindo delas. Porém reações vivenciais não-normais e exageradas (neuróticas, ou seja, desproporcionais aos fatos que a desencadearam) sempre acabam sendo prejudiciais.
Por parte dos pais dos adolescentes de hoje, existe uma maior preocupação em relação às drogas, AIDS, assaltos, violência e gravidez não só das meninas, mas dos meninos que se tornam pais muito cedo; neste aspecto parece que hoje existe maior consciência dos pais no sentido de que a gravidez não é problema só para a filha, mas também para o filho. Também se preocupam em como trabalhar, para manter o que os filhos e o que eles mesmos querem, e se tornarem presentes para acompanharem e educarem melhor seus filhos e, mesmo os pais que têm tempo para ficar com seus filhos, tem muitas dúvidas de como deve ser esse estar junto, essa convivência, como educar na modernidade. Porque as mudanças acontecem em todas as etapas da evolução do ser humano.
Em síntese, pode-se dizer que a criança está cada vez mais só ou convivendo mais com crianças de sua idade do que com pai, mãe ou outro familiar adulto, pode-se também concordar com quem diz que o adolescente precisa de apoio e reconhecimento pessoal para crescer em um espaço de convívio coletivo com regras firmadas sobre valores éticos, construindo uma vida com dignidade e solidariedade.

REFERÊNCIAS:
Este artigo é resultado de observação, pesquisa na internet e leitura de artigos publicados no jornal Linhas, do Conselho Regional de Psicologia.

Um comentário:

Anônimo disse...

Anormal e nojento, e é coisas desse tipo que vem acontecendo em nosso mundo quando pessoas com em estado de depressão se vêem sem ter onde se apoiar para desabafar.
AS vezes nós seres humanos prescisamos de alguém feito de carne o oso pra desabafar e também nos aconcelhar e dar forças pra caminhar,afinal todos nos somos falhos e imperfeito, a quem diga que é perfeito se não o nosso Deus ?
Muitas pessoas acham esse tipo de coisa lindo, mais olha só pra cara desse menino o jovem Duncan Mudge, ele demostra estar confuso sem saber quem realmente é, com medo e sem orientação .
Ao chegar na cena do celeiro ele tenta encontrar conforto no prazer sexual, é só observar o modo como ele trata o amigo, quando ele agradece toda vez que o amigo esta com ele ( carinho em troca de algo), a cena na festa também mostra ele procurando refugio no amigo. Atos confuso de uma pessoa q esta sofrendo algo q não pode suportar o pesso da perda.
Psicologicamente um jovem abalado pela morte da mãe, que procura ajuda porem o tipo de ajuda é o que conta para nós seres humanos, uma pessoa abalada encontrando refugio no prazer sexual , e não é esse tipo de ajuda q uma pessoa com depre prescisa isso só vai afunda-lo mais e mais , pode-se perceber no final do filme quando seu pai o abraça e de seus olhos lhe caem lagrimas de dor danto pela perda como por ter cometido o ato achando que o aliviaria mas não vai.